Para onde terá ido o realejo
Que nostalgizava minhas ruas?
Já faz tanto tempo... não o vejo
E isso envelhece minhas luas...
E o firinfimfim do amolador?
A gaitinha de pã tão pobrezinha,
Cujo som, por si só encantador,
Afiava as facas todas da cozinha...
E o rententém, então, do paneleiro
Que chamava nossos apegados tachos
E panelas já tão gastas no braseiro?
Foram todos, menos eu e a Matilde,
Eu que ainda ostento rubros cachos,
Ela, o coração bem mais humilde...
domingo, 29 de maio de 2011
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