terça-feira, 2 de abril de 2013

Crônica de um destino anunciado (de Alma Welt)


Ser poeta em sintonia com a alma
Teria sido meu destino anunciado.
Assim disse a cigana lendo a palma
Desta, que aqui vês, de olhar pasmado.

Pensei-me então um ser predestinado
Capaz de com os deuses conversar
E no bosque ter as fadas do meu lado
E não como uma intrusa a expulsar...

“Bah! Que tonterías dices”, diz Matilde,
Minha bá que agora é cozinheira
Mas que nunca pecou por ser humilde...

“Se persistes nestes teus loucos enredos
Permanecerás só, tonta e solteira
A contar sílabas e não filhos nos dedos...”