Desce a cortina lenta sobre mim.
A noite, a noite dos amantes,
Dos sonhos fugazes, inconstantes,
Eu sinto, agora desce para o fim.
Quanto cantei, dancei, versifiquei
Milhares de rimas sobre resmas,
Recriando as imagens que amei
Reconstruindo gratas abantesmas.
Ai! Quisera ficar mais um instante
Se me fosse retornada a alegria
Ou somente a irmã Melancolia...
Todavia ainda guardo um sonho infante,
Da Matilde minhas estrelas são as velas,
Posso dormir feliz no meio delas...
16/01/2007
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
Fábulas (de Alma Welt)
Às vezes, tantas vezes, me indago
Se cresci mesmo, se adulta hei de ser.
Mas esta guria que ainda trago
Não me deixará jamais crescer
Com prejuízo do meu próprio futuro,
Diz Matilde que quer me ver casada.
Mas o futuro está ainda atrás do muro,
Ou mesmo já chegou e não fiz nada,
Diz ela que me vê tonta a vagar
Na campina assim a contar sílabas,
Que lhe parece que estou já a delirar.
E é verdade, no meu louco tear teço
A trama de uma vida toda em fábulas
Ao contrário: da moral para o começo...
Se cresci mesmo, se adulta hei de ser.
Mas esta guria que ainda trago
Não me deixará jamais crescer
Com prejuízo do meu próprio futuro,
Diz Matilde que quer me ver casada.
Mas o futuro está ainda atrás do muro,
Ou mesmo já chegou e não fiz nada,
Diz ela que me vê tonta a vagar
Na campina assim a contar sílabas,
Que lhe parece que estou já a delirar.
E é verdade, no meu louco tear teço
A trama de uma vida toda em fábulas
Ao contrário: da moral para o começo...
As Noites da Infanta (de Alma Welt)
Estar sob as estrelas nestes campos
Era meu grande prazer quando guria,
E eu não sentia maior outra alegria
Que nas noites do piscar dos pirilampos
Em que me via, em minha infância,
A correr no prado ou no jardim
Atrás das fadinhas desta estância,
Que cuidavam do destino para mim.
E eu me sabia a protegida delas,
Que velariam o meu sono de infanta
Ao som do leve crepitar das velas
Que a Matilde acenderia pressurosa
Depois de me cobrir com uma manta
E sobre ela, sem espinhos, minha rosa...
08/07/2005
Era meu grande prazer quando guria,
E eu não sentia maior outra alegria
Que nas noites do piscar dos pirilampos
Em que me via, em minha infância,
A correr no prado ou no jardim
Atrás das fadinhas desta estância,
Que cuidavam do destino para mim.
E eu me sabia a protegida delas,
Que velariam o meu sono de infanta
Ao som do leve crepitar das velas
Que a Matilde acenderia pressurosa
Depois de me cobrir com uma manta
E sobre ela, sem espinhos, minha rosa...
08/07/2005
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