Às vezes, tantas vezes, me indago
Se cresci mesmo, se adulta hei de ser.
Mas esta guria que ainda trago
Não me deixará jamais crescer
Com prejuízo do meu próprio futuro,
Diz Matilde que quer me ver casada.
Mas o futuro está ainda atrás do muro,
Ou mesmo já chegou e não fiz nada,
Diz ela que me vê tonta a vagar
Na campina assim a contar sílabas,
Que lhe parece que estou já a delirar.
E é verdade, no meu louco tear teço
A trama de uma vida toda em fábulas
Ao contrário: da moral para o começo...
domingo, 16 de janeiro de 2011
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